Lookzinho do Dia: Rosa & Branco

Ok, esse look não foi bem do dia de hooooje. Na verdade, foi do Dia das Mães, mas demorei a receber/editar as fotos e só pude subir o post agora. Quem liga, né? Como era um Domingo de sol, quis montar um look bem colorido e fresquinho. Essa calça pink (C&A) foi escolha da própria Laura, num dia que estava passeando no shopping com a avó. Soube que ela botou o olho na calça e pediu pra levar. Ótima escolha, né? Pra compor o look, uma camisetinha (Zara) com estampa bonitinha, uma sapatilha (Melissa) e uma bolsinha (Zara) que eu aaaaamo. No rosto, lacinho de fita rosa + óculos da Hello Kitty (AliExpress) também em tons de rosa e branco. Tudo combinando, sim, e daí?!

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Brilho Eterno de uma Mente com Insonia

Jim Carrey

Engraçado como a memória é ativada às vezes. Basta um cheiro, uma música, uma piada, uma foto e você consegue se teletransportar para determinado momento, que pode ser aquele que você nem lembrava ou aquele que você tava guardando pra não lembrar. Mas, felizmente, tais memórias fogem do nosso controle e aparecem por si próprias, basta uma palavra uma peça de roupa, um lugar… Duas obras que eu lembrei hoje, por qual motivo nem sei, me levaram a lembrar de vários momentos da vida. Não sei se é a TPM, se é  inferno astral ou se é porque meu aniversário ta se aproximando, e a gente sempre faz análises pessoais perto de ficar mais velha, mas tais pensamentos vieram de trem-bala e pararam em mim sem que eu pudesse impedir.

Num dos meus filmes preferidos – Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças – é levantada a questão da possibilidade de apagar determinadas memórias da nossa mente. E quem nunca pensou nessa solução pra esquecer aquele amor mal resolvido, ne? O mais incrível do filme é que as pessoas “curadas” acabam por sentir tudo de novo pelas mesmas pessoas, o que me deixa na dúvida se acho irônico, engraçado ou romântico. Ou os três. A luta do personagem de Jim Carrey em querer manter, ao menos, uma memória da sua Clementine é o ponto alto do filme. Faz a gente pensar que, não importa a dor que alguma pessoa possa ter nos causado, alguns momentos são especiais demais para serem deletados. Podemos nos livrar de presentes dados, fotos, vídeos, mas aquelas boas lembranças, felizmente, vão ficar pra sempre.

Uma outra coisa que me veio à mente foi uma minissérie que a Globo exibiu em 2008 chamada ‘Queridos Amigos’. Nela, o personagem principal, ao cogitar a possibilidade da sua morte, resolve promover um grande encontro com seu grupo de melhores amigos, que não se encontravam há quase uma década. Não lembro bem como tudo se desenrolou, muito embora tenha sido uma das minisséries da emissora que eu mais gostei, mas a essência era a de estar perto de quem ama, recuperar sonhos, aproximar pessoas e, claro, aumentar o leque de lembranças. Mesmo sendo uma coisa mórbida demais, é certo que todo mundo já imaginou como seria o dia da sua morte. Como você preferia morrer, se pudesse escolher, como seria seu velório e, principal e especialmente, como você passaria suas últimas horas de vida (e isso acabou de me fazer lembrar dessa música de Paulinho Moska).

Talvez eu comesse tudo que eu sentisse vontade ou fizesse dívidas no cartão com as quais eu não tivesse que me preocupar em pagar depois. Talvez eu passasse uma semana na praia, tomando banho de mar, ou talvez eu enchesse a cara em uma festa diferente todo dia. Talvez eu passasse mais tempo com minha família, ou fosse botar os pingos nos is em muitas histórias mal resolvidas. Talvez eu apenas me deitasse na cama e me entregasse a todas as boas memórias, sem a preocupação de como lidar com elas depois. Talvez eu ainda tenha muitos anos de vida e não precise escolher, agora, o que fazer com meus últimos dias de vida. Enquanto isso, é bom saber que não existe uma “Clínica Lacuna” para deletar pensamento algum e posso os manter comigo numa caixinha. E como é engraçado ver como essa caixa pode ser aberta e a memória é ativada. Basta um cheiro, uma música, uma piada, uma foto…