Decoração: Quadros na Parede

Quadrinhos na Parede

A parede de tijolos foi a segunda parte do #projetoquartonovo a ficar pronta. Fui mostrando um pouquinho no Instagram e Snapchat e algumas meninas ficaram curiosas pra saber onde comprei, como fiz ou se faria por encomenda, então resolvi mostrar um por um, contando de onde vieram! Que eu adoro botar a mão na massa todo mundo sabe, né? Então boa parte dos quadrinhos foram feitos por mim mesma e com nível de dificuldade zero. Imprimi ilustrações que encontrei no Pinterest em papel normal, na impressora do escritório mesmo e fui colocando em molduras que eu já tinha ou mandando fazer a moldura (na legenda das fotos vai ter as informações). Não quis seguir nenhum padrão, seja de cor, modelo ou estilo de ilustração, quis tudo misturado mesmo e saí selecionando coisas que eu gostasse ou tivesse a ver comigo. A disposição do quarto na parede foi feita de maneira aleatória, fui encaixando de uma forma que parecesse simétrica para mim e ainda há espaço pra mais, inclusive já tenho mais três pra colocar, então fiquem de olho no Instagram pois vai rolar uns updates, ta?! Por enquanto, eis os quadros que existem.

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A moldura da esquerda é de MDF e foi comprada numa lojinha de MDF. Era de um rosa bebê bem sem graça,  então eu dei uma mão de spray dourado e ficou bapho! A ilustra veio do Pinterest e é um trecho de uma música de Oasis que eu AMO! À direita, uma moldura que, na verdade, era um espelho e eu ganhei das meninas do Ateliê Craft durante a participação do {Desafio dos Criativos}. Dei uma queda que rachou o espelho mas, para minha alegria, a moldura ficou intacta, então resolvi colocar essa ilustração que ganhei da Sabrine e que achei bem parecida comigo!

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À esquerda, moldurinha de resina (Ateliê Craft) que eu já tinha + ilustração da famosa frase de O Mágico de Oz. A moldura era branca e foi pintada com tínta acrílica vermelha. À esquerda, moldura comprada na Le Biscuit com ilustração fofa da música Eduardo e Mônica, de Legião Urbana. Nem é uma banda que eu curto taaanto, mas essa música é ótima, né?!

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Essas molduras lindas estilo rococó foram compradas no site Chiquita Festas. Recomendo muito esse site, pois além de ter coisas lindas, os preços são bem bacanas e o atendimento deles é show. À direita uma ilustra de Alice no País das Maravilhas, que todo mundo já sabe que eu adoro, e à direita é uma versão do famoso poster de um cabaré francês do século XIX mas, em vez do gato preto, temos a Luna, do desenho Sailor Moon. Quem curtia?! Achei uma fofura essa versão e ficou linda na moldura vermelha né?!

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Mais molduras de MDF vindas da lojinha de 1,99 com ilustrações do Pinterest que achei bonitinhas. O da esquerda está na cor original, azul bebê, mas o da direita ganhou uma mão de spray pink.

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Meus xodózinhos! O quadrinho da direita é apenas e somente meu. Foi um desenho feito por Sabrine Souza, que tem um perfil lindo no Instagram chamado @365ilustras. Deixei ela bem à vontade pra criar e ela fez uma versão minha, ruiva, de Alice, com direito a flores, cogumelos, chá (e cupcake), o Coelho Branco e o Gato Cheshire. Eu AMEI demais. À esquerda, em vez de quadro, temos uma prancheta (lojinha de 1,99), que ganhou spray dourado na parte que abre e segura (não sei o nome disso) e papel contact no corpo. Amei o resultado e, pra completar, imprimi um poster do filme 500 Dias com Ela, um dos meus preferidos. O bacana é que posso ficar renovando e colocando vários outros posteres, ilustrações ou até recados.

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Muito amor por esse quadro, que também foi presente das meninas do Ateliê Craft, da época em que trabalhei com elas como social media e fazia cupcakes por encomenda. Foi um dos primeiros presentes “de cupcake” que ganhei e ele não poderia ficar de fora da minha parede, né? O quadrinho dos Beatles deveria estar na vertical, mas quando mandei fazer a moldura eles colocaram o negocinho de segurar na horizontal. Acabei gostando dele deitado mesmo. A ilustração veio do Pinterest e tem salva no meu perfil pra quem quiser, ta?!

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Outro que entra na sessão de queridinhos é esse. A qualidade não estava lá tão boa, então eu imprimi num tamanho menor e mandei emoldurar. Trata-se de uma letra ilustrada, trecho de uma música que eu adoro de Arctic Monkeys, uma das minhas bandas preferidas. Dá pra ver a marca d’água em cima da letra, lá no comecinho, mas eu não me importo e não podia deixar de adicionar essa lindeza na minha parede.

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Esse quadro foi herança da Bittersweet Cupcakes & Coffees e é, na verdade, um sousplat de MDF que foi pintado de branco e com papel de scrap vintage super lindo dentro.

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E a vida continua…

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Nunca fui muito a favor de pular a fase de “luto” que acontece ao fim de cada relacionamento. Pelo contrário, sempre vivi o luto muito intensamente, chorando e sofrendo como se fosse morrer e nunca mais pudesse encontrar o amor novamente. Aí a dor vai passando, passando, até você se sentir renovada, levantar, sacudir a poeira, voltar à programação normal e, mais na frente, quem sabe até, amar tudo de novo. Tenho o pensamento de que todo sentimento deve ser vivido plenamente, incluindo a dor, por que não? E vou mais a fundo, o luto também, pois se você pula essa fase, pode estar certo de que ela vai te puxar mais na frente.

No entanto, é um pouco difícil contabilizar as fases quando você não consegue identificar em que momento você perdeu o grande amor da sua vida. Não digo aquele momento em que você é pega de surpresa, avisada de que “ei, eu não estou mais na sua, tchau”, mas sim aquele não-momento em que você percebe que você não almeja mais a presença da pessoa amada, vocês não completam mais as frases um do outro ou não consegue lembrar a última vez em que caíram na risada ao se dar conta que um entendeu o que o outro quis dizer apenas se olhando. O luto, nesse caso, não é vivido, nem pulado. Ele é só ignorado. Você não sente a necessidade dele porque não se deu conta que houve um fim. Talvez por ser difícil admitir que aquela relação tão forte, que parecia infinita, acabou. Talvez por saber que acabou, mas ser doloroso admitir. Talvez por simplesmente não querer pensar no assunto e seguir a vida.

Tal qual nunca dá pra dizer qual o momento exato em que os seus soluços pararam, tem hora que você simplesmente para de pensar no assunto e, quando vê, aquela história que parecia ser eterna, se foi. E embora você não consiga lembrar em que momento isso aconteceu, você se dá conta que tem alguém no seu lugar. Existe alguém andando no banco de passageiro enquanto cantam alto aquelas músicas que vocês tanto adoravam. Existe alguém que vai receber primeiro todas as  notícias, boas ou ruins. Existe alguém que vai, quem sabe, completar as frases antes do seu (antig0?) amor as dizer. E vão dar gargalhada disso.

É, existe aquele momento em que você não consegue identificar quando foi que perdeu o grande amor da sua vida e, por isso, dói saber que já existe um novo amor na jogada. Mas algo de esperançoso me faz acreditar que isso não significa que ninguém possa ocupar, exatamente, o seu lugar. E talvez a falta de luto não signifique pular nenhuma etapa, apenas que nada morreu, nem acabou, somente se perdeu. E a vida continua. E outras pessoas virão. Mas sabe, a capacidade de saber o que o outro pensa só em se olhar, receio que seja infinita.