Penteados de Festa para Meninas

Estou em ritmo de festa, pois esse ano vai acontecer a formatura de ABC a qual a bebêzinha que eu tive um dia desses vai se formar. Êta tempo pra passar rápido! Passado o trabalho de escolher o vestido, que na escola dela deve ser o mesmo pra todas meninas pra minha tristeza, agora chegou a hora de pensar em outra coisa igualmente importante: o cabelo. Em dias mais especiais, seja uma festa de formatura, casamento ou aniversário, vale a pena ousar um pouco e tentar algo diferente, mas sempre tomando o devido cuidado para que a criança continue com cara de criança e, mais importante ainda, que ela consiga se sentir a vontade para poder ser criança. Vale passar laquê e gel, sim, pois uma vez perdida não dá pra estragar o cabelo. O que não vale é ficar no pé querendo que a criança não se mexa para não bagunçar o penteado, né? No nosso caso específico, não posso escolher nenhum penteado alto nem de rabo de cavalo pois boa parte do tempo ela vai precisar usar o chapéuzinho de formatura, mas mesmo assim selecionei penteados lindos, desde coques até cabelos soltos, tudo bem fácil de reproduzir. Não consegui me decidir por um preferido, mas com certeza optarei por algum desses para fazer em Laura logo logo.

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Contos de Quinta

Pés Descalços

A respiração de Aline era ofegante e ela ainda estava descruzando as pernas – resultantes de um belíssimo orgasmo – quando Cadu se aproximou, afastando pra trás a franja que estava a cobrir o rosto dela.

– Tava com saudade de você. Você ta bem?

Se tinha uma coisa que ela odiava era que lhe fizessem perguntas quando ela ainda tava, praticamente, terminando de gozar. Mas nesse caso, a situação era pior. A verdade é que ela odiava o tom da voz dele ao perguntar “você ta bem?”, como se soubesse de alguma coisa. Como se soubesse que ela não estava de fato, nada bem.

– Estou ótima, e você?

Aline se apressou em levantar e, segurando o lençol contra o corpo com uma mão, foi tateando até encontrar a sua carteira de Marlboro Lights com a outra.

– To bem. Como sempre, trabalhando muito. Aquela mesma correria de sempre. Mal to tendo tempo de parar em casa, acredita? – Pausa pra acender o cigarro dela e pegar um pra ele também –  Eu tentei parar. Consegui por um tempo, mas é foda. Com o corre-corre que é minha vida, é quase impossível me manter longe da nicotina. Mas me fala de você, faz tanto tempo que a gente não se vê. Até tive vontade de te ligar um dia desses, mas tive que viajar no único dia que teria folga…

– Cadu, ta tudo bem. Ta tudo bem! Eu to bem, você ta bem, vamos pular essa parte?

– Você continua a mesma mal humorada de sempre.

– Não sou mal humorada, só sou prática. Não precisa vir com esse papo de “estou super interessado em saber o que esta acontecendo na sua vida”.

– Mas eu to mesmo. Gosto de você. Gosto de saber o que você anda fazendo.

– Não ando fazendo nada demais. Só o de sempre.

Ela se levanta, coloca a calcinha e corre para o som na intenção de colocar uma música e dar um fim àquele papo quase constrangedor.

– Bebendo muito, fumando muito, saindo muito?

– É, o de sempre.

– Meu amor, por que você cont…

– Não me chama de meu amor. – Ela interrompe.

– Por que você me ligou?

– Por que eu queria te ver, ah… você sabe!

– Não é mais fácil contratar um garoto de programa?

Ela se aproxima dele, olhando nos olhos com um sorriso sacana. Mãos nos quadris levando-os pra perto dos seus. Esse era o máximo de intimidade que ela se permitia sentir com ele.

– Você também gosta, que eu sei.

Meia hora depois, a cena se repetia: ele tentando se aproximar dela, ela saindo pra buscar um cigarro.  E quando, finalmente, ele foi embora. Ela dormiu abraçada com o travesseiro onde ficou o perfume dele.