Quarto de irmãos – como utilizar o espaço de forma funcional

Dividir quarto com um irmão é uma das melhores e mais significativas experiências do mundo. Você aprende na marra a respeitar o espaço do próximo, aprende ou não a viver ocupando pouco espaço (já que tem que dividir o armário) e aprende a abrir mão de alguns desejos e acaba conhecendo coisas novas (já que tem que dividir a TV, o som, o computador, etc). Além disso, você sempre terá companhia para conversar (ou ficar calado perto), para chorar no ombro, correr para perto quando estiver com medo e tantas outras vantagens que só quem divide o quarto com alguém sabe. É fato que ter um irmão já te faz, naturalmente, uma pessoa mais fácil de conviver, e se por alguns anos da vida você for obrigado a dividir o quarto com ele, então, te garanto: você vai valorizar bem mais o momento em que tiver um espaço só seu. Sim, é claro que existem as partes chatas, mas vamos focar nas boas, né?!

Para facilitar a vida dos que vão dividir esse ambiente em comum é essencial que se aproveite o espaço da melhor maneira para que se respeite a individualidade de cada um. Se o tamanho assim permitir, o ideal é que se tenha tudo em dupla, tendo em vista que haverá diversos momentos em que ambas pessoas podem estar realizando a mesma atividade, principalmente se a idade for igual ou próxima. Como nem sempre há espaço suficiente, alguns mobiliários como escrivaninha, penteadeira e armários devem ser divididos entre os irmãos.

Se o quarto for pequeno, o aproveitamento de espaço deve ser completamente planejado para aproveitar cada centímetro do quarto de uma forma funcional. Uma ótima maneira de aproveitar esse espaço, é com o uso das famosas beliches. Há quem pense que ela funciona ocupando muito mais espaço do que nos fazendo ganhar. Isso acontece porque ela ocupa uma parte horizontal e vertical do quarto, dando a impressão que preenche muito mais espaço do que se houvessem duas camas comuns lado a lado. Mas há diversas formas de dispor essas camas, de modo a pesar menos visualmente e ainda ganhar espaços que podem ser preenchidos com gavetas, mesinhas para estudo, cantinho para brincar, etc.

É possível trabalhar num tema ou tabela de cores que agrade os dois, independente se forem do mesmo sexo ou não, o que importa é que ambos se agradem e se sintam bem, sem que nenhum gosto se sobressaia mais do que o outro. Se não rolar esse gosto em comum, melhor manter tudo mais básico e estampar a personalidade de cada um, cada um do seu lado.

Se o quarto for grande, dá pra ousar bem mais. Caso seja para crianças pequenas, dá pra ter bastante espaço para brincar, sendo essencial que tudo fique ao alcance delas. Se for um quarto para adolescentes, dá pra criar uma privacidade maior separando os espaços através de algum mobiliário. Se for um ambiente grande e com boa altura, então, dá pra cada um manter seu espaço e, ainda assim, dividir um espaço em comum, como um cantinho da leitura/cinema (ou cama auxiliar para quando receberem os amigos para dormir).

Ter um profissional auxiliando nesse tipo de projeto é essencial para que esse aproveitamento de espaço seja feito de forma funcional e para que o ambiente fique agradável. Gostaram das inspirações?!

CASACOR PE 2017 – O que teve

De 21/09 a 12/11 aconteceu a 20ª edição da CASACOR PE, mais uma vez, esse ano, no famoso casarão na AV. Rui Barbosa, no bairro das Graças, em Recife. Esse foi o segundo ano que eu, como estudante de Interiores, fui conferir a mostra acompanhada dos meus colegas de sala. A primeira vez que fui, em 2008, cursando o último período de Publicidade e Propaganda e ainda bem longe de tomar esse rumo, foi, com certeza, um divisor de águas na minha vida, pois lembro bem a sensação que tive ao ver tantos ambientes incríveis em um mesmo lugar, e ainda sem muita noção e conhecimento, ficar imaginando o que eu mudaria, analisando o que eu tinha gostado ou não, etc. Posso afirmar que a exposição da CASACOR me ajudou, sim, a decidir o meu futuro.

Mas voltando ao presente, vamos falar sobre a mostra desse ano e de quais foram as minhas impressões em relação a cores, revestimentos, materiais e peças de decoração?! Para quem nunca foi, talvez não se tenha noção das dimensões desse casarão, mas imagina aí que teve mais de 40 ambientes decorados, cada um por um arquiteto/escritório e assim, talvez, você consiga ter uma noção melhor de espaço. Cada ambiente é planejado e projetado por alguém, até mesmo os corredores e banheiros de uso do público que ali visita. Este ano o percurso foi priorizado para que a casa fosse valorizada e havia uma sinalização para que você seguisse uma determinada ordem, para que nada passasse batido e você conseguisse planejar bem o seu tempo de visita.

Em relação à mostra do ano passado, a desse ano me pareceu bem mais simples em relação a coisas diferentonas inovações. Embora tenha gostado e elegido muitos ambientes como incríveis, me pareceram bem mais simples e sóbrios do que os ambientes encontrados na edição anterior. Esse sentimento de comparação foi quase unânime entre todos da minha turma. Em relação aos materiais, o uso do acrílico foi algo que chamou atenção. Pode ficar atento porque, com certeza, vai ser tendência e vai aparecer em muitos ambientes ainda. A mistura do contemporâneo com o antigo também foi algo bastante notável. Em muitos ambientes pudemos ver o uso da palhinha, técnica utilizada em móveis que apareceram pela primeira vez na Holanda, na Inglaterra e na França em torno da década de 1660 e, depois, seguiram para o Brasil. Elementos mais vintage junto com o contemporâneo foi algo visto em vários ambientes, além da mistura do aço com a madeira, tendência que já veio mostrando suas garras há alguns meses. O rosé gold continuou presente em detalhes como torneiras e acessórios de decoração, mas o dourado não perdeu a realeza e também foi bastante usado.