Tudo sobre meu mega hair – Parte I

Como prometido lá no Instagram, nesse post vou contar tim-tim por tim-tim sobre a minha decisão de colocar mega hair, dividindo o meu não tão breve histórico capilar pra que vocês entendam o porquê de ter chegado nessa opção. Pra o post não ficar tão gigante, resolvi dividir em dois e, então, na segunda parte, vou dividir com vocês valores, tamanhos, métodos cuidados e tudo mais o que couber falar. Vale salientar que não sou cabeleireira, muito menos especialista em aplique, mas amo muito esse universo e acredito que dica boa é dica compartilhada. Então vamos ao que interessa?!

Por toda minha vida, sempre tive o crescimento do cabelo super lento e, pra piorar, faço uso de química desde a adolescência, seja através de tintura, alisamento ou escova progressiva e, dizem, isso ajuda a retardar o crescimento. Há quase uma década eu me livrei das progressivas da vida, que acabaram deixando o meu cabelo super murcho e em pouca quantidade, mas continuei abusando de secador, chapinha e tinturas. E pior, sem cuidar muito dos coitadinhos dos fios. Ainda assim, ele continuava firme e forte e, na pisadinha devagar que eu já estava acostumada, ele sempre ficava num tamanho médio que, no máximo, chegava um pouco abaixo dos ombros. 

(2010-2013-2015)

Em meados de 2015, bem quando eu tinha conseguido voltar a um tom de ruivo acobreado bem maravilhoso, eu cismei porque cismei em fazer um corte hiper-repicado-meio-anos-70 e não sosseguei até ir no salão com a foto em mãos pedir igual. Como corto o cabelo com a mesma pessoa há anos, fui sem medo e soltei aquele “tira o que precisar tirar” que todo cabeleireiro sonha em ouvir. O cabelo, nessa época, estava mais ou menos chegando na altura do peito (foto abaixo) e as pontas estavam bem frágeis e precisando mesmo irem embora. O corte ficou maravilhoso, igual ao que eu esperava, mas bem mais curto do que eu estava acostumada e em pouco tempo eu comecei a achar bem estranho. E foi aí que o meu perrengue começou, pois além de ficar colocando todos os defeitos, eu rezava pra que ele crescesse logo e ele simplesmente não saia do lugar.

Para resumir um pouco pra vocês, os meses a seguir foram de pura loucura, mudança e agonia. Por falta de crescimento do cabelo, tentei mudar ele de outras formas, tentando trocar, em casa mesmo, a cor do ruivo acobreado para rosa claro. Tem noção do estrago? Quem me acompanhava pelo Snapchat nessa época ficou roendo as unhas de nervoso com o tanto de loucura que eu fiz pra tentar descolorir. Claro que não sou nenhuma maluca e tenho um pouco de prática com isso, já que pinto meus cabelos desde uma vida inteira muitos anos, mas sair do ruivo para uma cor mais clara é uma das tarefas mais difíceis da colorimetria capilar e eu realmente não recomendo que você faça em casa. No intervalo de menos de dois anos eu descolori diversas vezes, usei dekap color, xampuzada, vitamina c no xampu pra tirar excesso de pigmento, violeta genciana pra tentar tirar o amarelado da descoloração (resultando num loiro-manchado-verde-arroxeado-horroroso) e tinta de cabelo, tudo isso pra nem conseguir ficar na cor que tanto desejava.

Claro que nessa brincadeira, eu tive corte químico e perdi mais uns bons centímetros do comprimento, que já não era muita coisa e, mais a frente, resolvi voltar a ruivice e cuidar bastante dos fios enquanto esperava ele crescer. Dessa vez, fui no salão corrigir a cor, consegui um ruivo bem bonito de volta e fiz um corte pra me livrar de vez das pontas estragadas. A essa altura, o cabelo já estava ainda mais curtinho do que daquele “primeiro” corte, ou seja, em dois anos não apenas o cabelo não cresceu, como eu fiz por onde ficar com ele ainda mais curto!

Depois desse perrengue, fiquei com a auto estima super baixa, pois me olhava no espelho e detestava o que via. detestava meu cabelo liso, cacheado, preso, solto, como fosse. Comecei a pesquisar e testar produtos que promtiam acelerar o crescimento, todos em vão, até que me deparei com o Imecap Hair. Li vários relatos antes de comprar e acreditei na proposta. Tirei uma foto no primeiro dia e outra no último dia, totalizando 2 meses e realmente fiquei muito empolgada com a diferença que fez.Ainda assim, a vontade de ter logo o cabelo grande não saia de mim, e mesmo tendo comprovado que as pílulas realmente funcionavam, eu ainda iria levar muitos meses até ter o cabelo num comprimento longo. E aí que surgiu o mega hair na minha vida! Claro que eu já considerava o aplique como opção, mas me assustava muito com os valores e logo desistia. Também tinha muito medo de ter que cortar o cabelo quando o retirasse, como todo mundo me alertava. E aí em mais uma das minhas pesquisas, um amigo me indicou um “novo” método que estavam usando e que prometia agredir bem menos os fios: o ponto americano. Fiquei bem animada quando vi e fui logo pesquisando se existia, na minha cidade, algum profissional que utilizasse esse método. Então, por indicação de uma seguidora, peguei o contato da pessoa responsável pela, com certeza, maior das mudanças capilares que já fiz. Silvano me atendeu super bem, inicialmente pelo Facebook e depois pessoalmente e então marquei a data, que só viria a ser dois meses depois e comecei um novo dilema: decidir a cor.

Como eu estaria lidando com um cabelo novo, eu sei que a cor que eu resolvesse, era só jogar por cima, já que o cabelo que escolhi já era loiro. Foram semanas em dúvida se teria ele longo e ruivo ou longo e rosa bebê com a raiz escura. E quem me conhece/segue, sabe qual foi a decisão tomada, né? “Ahh, mas dessa vez você foi mudar no salão, né, miga sua louca?”. Sim, esses eram os planos, mas o bolso apertou né, afinal eu já estaria lidando com o valor de um aplique, que não é nada barato e como eu queria um degradê de rosa, achei que conseguiria. Não recomendo novamente, mas no fim das conta acabou dando meio certo. Preparei o cabelo antes e colocamos o aplique ainda loiro e só depois, com ajuda do cabeleireiro, pintamos ele todo. Nesse meio tempo, já foi rosa-rosinha-rosão, rosa arroxeado, roxinho e ainda virão mudanças pela frente. Amei muito o resultado e achei que valeu super o investimento, principalmente porque minha auto-estima ficou lá em cima e voltei a me sentir muito bem comigo mesma. 

Continua no próximo post!

Decoração em série: Gossip Girl – Humphrey x Bass

Gossip Girl é, disparada, a série que mais tem ambientes incríveis. Primeiro que só por se passar em Nova York, ela já daria conta de todos os suspiros que eu teria pra dar, mas aí a cenografia é de cair o ** da bunda de ficar babando e super na dúvida de em qual dos apartamentos você gostaria de morar.

Sobre o enredo, a série norte-americana foi baseada na série de livros de mesmo nome da escritora Cecily Von Ziegesar e é, basicamente, sobre jovens estudantes das escolas de elite no Upper East Side de Manhattan, em Nova York, com direito a festas, desfiles de moda, intrigas, paqueras, sexo, drogas e rock’n’roll. Além, claro, de tudo ser devidamente exposto num blog de autoria anônima intitulado de Gossip Girl (xoxo). No meio de toda riqueza e ostentação que os personagens Blair, Serena, Chuck e Nate vivem, temos o núcleo mais simples composto pela família Humphrey, representados, na escola, pelos adolescentes Dan e Jenny. Como a história é cheia de indas e vindas, vamos nos concentrar apenas na ambientação e fazer, aqui, uma comparação de cenários observando as moradias de dois personagens bem distintos: Chuck fucking Bass e Dan Humphrey.

Chuck é aquele pobre menino rico que perdeu a mãe ainda bebê e nunca teve um pai presente, compensando a falta de amor com dinheiro e sendo um adolescente rebelde sem causa e até pedante, até a suposta morte do pai, onde então ele herda toda a fortuna, se tornando o dono das Indústrias Bass e sendo, assim, o jovem mais rico de toda Nova Iorque. Um dos empreendimentos é um hotel de luxo onde, na cobertura, encontra-se o apartamento onde Bass vive; tendo, em boa parte do tempo, o amiguinho Nate como colega de quarto. O apartamento tem uma vibe bem masculina-clássica-moderna. Só em olhar você já visualiza alguém que boêmio, que dá muito valor ao visual e ao conforto, não importa o quanto isso custe. Os tons fortes de laranja, azul e rosa são equilibrados com muito cinza e emadeirados. Vocês também olham esse ambiente e conseguem até imaginar o perfume do homem que moraria ali? Ou sou só eu?!

Por outro lado, temos o apartamento da família Humpfrey, composta por um papai solteiro e músico e dois filhos muito esforçados: Dan, aspirante a escritor e Jenny, aspirante a estilista. A família Humphrey mora no Brooklyn, conhecida como a parte mais humilde simples de Nova York. Totalmente diferente do glamour e da ostentação do apartamento de Chuck, o loft dos Humphrey tem uma vibe mais industrial, com muito tijolo aparente e portas de metal e couro, além de mobiliários adaptados para cada necessidade. Amo a estante enorme que ajuda a dividir os ambientes e  Rufus guarda sua coleção de vinis. O quarto dividido pelos irmãos também tem uma porta de rolo que dá a privacidade necessária aos dois, se tratando que são dois adolescentes. Eu, particularmente, me identifico bem mais com esse estilo, especialmente por achar uma casa mais “real”, cheia de lembranças e baguncinhas espalhadas.

E aí, qual dos ambientes vocês gostam mais?! Querem uma segunda parte mostrando a decoração da casa da Blair x a casa da Serena?!