Top 10 – séries de amizade que fogem do óbvio

Em homenagem ao Dia do Amigo, resolvi fazer um post com 10 séries onde a amizade é um dos pontos principais. Sabemos que o enredo de amigos que moram juntos e se metem em altas aventuras é sucesso certeiro, tanto que temos várias séries nesse estilo, como Friends, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, Will & Grace e tantas outras. Mas quis trazer algo diferente, algo que fugisse do óbvio e então trouxe, aqui, sugestão de 10 séries onde a amizade dos personagens se sobressai, ainda que essa não seja a temática principal da série. Espero que vocês curtam as sugestões e caso tenham outra que se encaixe nessa proposta, mandem ver nos comentários.

10 – Gossip Girl

A trama tem um vibe bem adolescente e se passa na parte mais crème de la crème de Manhatan, Nova York: a Upper East Side. Os acontecimentos e histórias de cada personagem são narrados em um site por uma blogueira anônima (voz por Kristen Bell), que atende pelo pseudônimo “Gossip Girl” e tem tudo aquilo que uma série teen precisa ter: looks incríveis, boys magia, festas maravilhosas, muito romance e, por que não, intrigas também. Quem já viu sabe muito bem que o exemplo de amizade presente na série não é o melhor exemplo de uma relação saudável rs, mas entre todas as intrigas, trotes e até mesmo traições, a união e a amizade das personagens era algo invejável. Daquelas amizades que, por mais que estejam brigados ou distantes, aquela pessoa está ali para tudo. E sim, isso é confortante.

9 – Vikings

Vikings é uma série irlando-canadense que teve como inspiração as histórias envolvendo o célebre viking Ragnar Lothbrok, um dos mais conhecidos heróis nórdicos, famoso pelas suas  incursões na França e Inglaterra. Como a série mostra o lado nórdico, é comum que você se veja vibrando e torcendo por eles em situações extremamente injustas e violentas, assim como pode se surpreender com a maneira de viver tão diferente da que fomos acostumados e costumamos ler do nosso “lado de cá“.  Em meio a muitas brigas, invasões, motins, mortes e traições, uma amizade se destaca e, mais uma vez, repito: quem já viu, sabe muito bem do que estou falando. Durante o primeiro saque viking comandado por Ragnar no reino anglo-saxão da Nortúmbria, o navio nórdico voltou carregado de muito mais que objetos de ouro, pois o monge Athelstan estava lá. É de se imaginar que um monge cristão e um viking não possam ter nada em comum um com o outro, mas amizade que nasce entre os dois é, para mim, um dos pontos altos da série, uma vez que um aprende muito com o outro, respeitando suas crenças numa situação onde era tão difícil aceitar algo que fosse diferente do que você acredita. Podemos inclusive, tirar muita lição de moral dessa amizade pra usar no nosso dia a dia, hein?

8 – My Mad Fat Diary

Ambientada em Lincolnshire, em meados dos anos 90, a série retrata o cotidiano da adolescente Rachel Earl, de 16 anos, que precisa retomar sua vida após ser liberada do hospital psiquiátrico onde passou 4 meses. Obesa e com sérias dificuldades de aceitação, ela encontra na amizade de Chloe, Izzy, Chop, Finn e Archie a força para lidar com as incertezas e inseguranças juvenis. Com uma trilha composta por Oasis, Radiohead, Joy Division e Blur, My Mad Fat Diary, que é baseada no livro “My Fat, Mad Teenade Diary”, narra de forma excepcional o poder e a energia transformadora da amizade em nossas vidas.

7 – Breaking Bad

Breking Bad é simplesmente a melhor série da vida uma premiada série americana que retrata a vida do químico Walter White, um homem brilhante que, frustrado em dar aulas para adolescentes do ensino médio enquanto lida com um filho sofrendo de paralisia cerebral, uma esposa grávida e um diagnóstico de câncer no pulmão, resolve entrar na vida de crimes para pagar suas dívidas hospitalares e deixar para os seus filhos um futuro decente. Mr. White encontra no seu ex-aluno Jesse Pinkman o parceiro do crime perfeito e, juntos, começam a produzir metanfetamina e surge, a partir daí, uma amizade inusitada e confusa. É visível o crescimento de todos os personagens ao longo das temporadas, mas nunca fica 100% claro, afinal, os sentimentos dessa dupla. Por muitas vezes, dá-se a entender que Mr. White tem um sentimento de proteção por Jesse, quase como se fosse um pai, mas logo em seguida, ele vai e ferra com o bichinho de novo e a gente volta à dúvida. Mas colocando na balança todas as sacanagens x todas as vezes em que Walter White o ajudou, cuidou, aconselhou, etc e tal, ainda prefiro acreditar que era um sentimento verdadeiro, sim.

6 – This Is Us

É importante começar avisando que se você não gosta de série que lhe emociona a ponto de você gastar uma caixa inteira de lenços, é melhor passar bem longe dessa série. A série, que estrou ano passado, teve uma repercussão tão boa que, além de renovada por mais três temporadas, teve 11 indicações ao Emmy desse ano, incluindo Melhor Série Dramática. Tudo isso por que This  Is Us conta a saga dos Pearson, uma família que você quer colocar num saquinho e guardar no bolso da sua blusa, pra ter perto e proteger de tudo rs! Com uma história que faz várias viagens temporais ao longo dos anos,  o passado e o presente da família são trazidos à tona de forma que você vai entendendo melhor cada situação e se apegando, assim, ainda mais aos personagens. É muito difícil falar dela sem soltar nenhum spoiler, ainda que, já no primeiro episódio, muita coisa seja dita e o desenrolar se dê ao longo dos episódios, mas posso dizer que a série se resume em puro amor e amizade.  Amizade entre irmão, amizade entre amantes, amizade entre pessoas próximas e distantes. Amizade que você sente verdade e reciprocidade e, mesmo se tratando de uma série, você sofre e quer abraçar cada um deles.

5 – Grace e Frankie

Grace e Frankie são duas mulheres com seus 70 e tantos anos que recebem a notícia de que  seus maridos querem o divórcio para se casarem um com o outro, assumindo assim a homossexualidade. Forçadas a viverem juntas e extremamente devastadas pela notícia, uma excêntrica amizade nasce, tendo o apoio uma na outra para se reerguerem e conseguirem superar suas adversidades. A série é original da Netflix e conta com Jane Fonda e Lily Tomlin no elenco.

4 – Sherlock

Sherlock é uma série britânica de drama policial baseada nas histórias de Sherlock Holmes, escritas por Sir Arthur Conan Doyle e estrelada por Benedict Cumberbatch como Holmes e Martin Freeman como Dr. John Watson. A trama não será novidade para quem já leu os livros ou viu algum dos filmes baseados nos mesmos, mas ainda assim, a série se destaca pela qualidade dos enredos, performances e direção. Com episódios longos e temporadas curtas, a atuação de Benedict traz o melhor Sherlock que você respeita um Sherlock  ainda mais habilidoso, perceptivo e estranho. Ou, como ele mesmo prefere se classificar: um sociopata altamente funcional. A série merece entrar na lista porque trás o melhor exemplo de bromance já visto, ou seja, aquela amizade linda entre dois homens, sem nenhum cunho sexual, mas que você shipa mais do que muito casal amoroso por aí. Sem querer soltar spoiler, mas já soltando: uma das cenas mais lindas é quando, meio que quase perto de morrer, Sherlock toma consciência da situação e, pensando no amiguinho, ele dá um jeito de se salvar e sobreviver, só para e certificar de que o amigo ficaria bem.

3 – Stranger Things

Não há nada mais puro que amizade entre crianças, não é mesmo? Em Stranger Things temos a prova disso quando três crianças se metem em aventuras perigosas para salvar o amigo que ficou preso num mundo paralelo (e salvar a amiga que acabaram de conhecer também).  A série não apenas é ambientada na década de 1980, como também nos trás elementos culturais da época, o que nos faz remeter a filmes dessa época que acompanhamos durante nossa infância nas Sessões da Tarde da vida. Além do trio quarteto ternurinha, ainda há um elo de amizade entre irmãos, uma vez que o irmão do Will também não desiste até encontrar o garoto. Stranger Things, original da Netflix, foi sucesso certeiro por trazer referências à obras de Steven Spielberg, John Carpenter e Stephen King, além de uma trilha sonora incrível.

2 – Gilmore Girls

Gilmore Girls é uma das séries que você vê e fica impossível não pensar: quando for mãe, quero ter uma relação igual! Lorelai é mãe aos 16, dando à filha o mesmo nome que o seu, com a incrível explicação de que “os homens fazem isso com os filhos o tempo todo, por que as mulheres não podem fazer também?”. A relação de Lorelai e Rory (apelido dado para ficar menos confuso) vai muito além de uma relação tradicional entre mãe e filha. Lorelai e Rory são amigas. Melhores amigas. A série, que teve 7 temporadas entre os anos de 2000 a 2007, teve uma temporada revival lançada pela Netflix em 2016, onde os telespectadores puderam ver o desenrolar da vida de cada personagem e matar a saudade (e ficar cheios de dúvidas com aquele final) em quatro episódios de 90 minutos de duração. Os novos episódios foram escritos e dirigidos pela própria criadora da série e seu marido, Daniel Palladino, sob o título “Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar”. Além da amizade central, dada pelas personagens principais de, convenhamos, personalidades bem difíceis, o clima de amizade é dado entre vários núcleos da série, como a de Rory e Paris, Rory com os avós, Lorelai com Sookie, Lorelai com Luke, Lorelai com o pai de Rory e por aí vai. A pegada que a série tem, e que talvez só fique 100% claro pra quem também já foi mãe, é que nem sempre ser mãe vai fazer de você uma melhor filha mas, com certeza, faz de você uma melhor pessoa. E embora nenhuma das garotas Gilmore (avó, mãe ou filha) sejam exemplos perfeitos, o laço de amor e amizade entre elas é forte o suficiente pra superar tudo – até mesmo os famoso jantares de sexta à noite.

1 – Grey’s Anatomy

Essa aqui é outra série que você tem que ver em parceria com a Kleenex, porque o choro é livre. Grey’s Anatomy é uma das minha séries preferidas, especialmente porque ela surgiu no ano posterior ao fim de Friends, a qual eu acompanhei em tempo real e sofri igual uma condenada quando acabou. Que fique bem claro aqui que eu NÃO recomendo a série a ninguém, embora eu a ame de paixão. Caso queira prosseguir mesmo assim, depois não diga que eu não avisei, hein? Protagonizada por Ellen Pompeo, interpretando Dra. Meredith Grey, residente do fictício hospital cirúrgico Seatle Grace, hospital que oferece um dos melhores programas de residência em cirurgia médica, a série conta o enredo dela e dos seus colegas, também internos: Cristina Yang, Isobel Stevens, George O’Malley e Alex Karev, mostrando suas vidas amorosas e as dificuldades pelas quais passam no trabalho. Em uma mistura de ER com uma vibe meio Barrados no Baile, Grey’s Anatomy é uma série de drama, com casos médicos curiosos, trilha sonora sempre ótima (inclusive, cada nome de episódio é o nome de uma música), situações hilárias e muito romance. Mas a relação que mais se destaca é justamente a da amizade entre duas pessoas “escuras e distorcidas”, como elas mesmas gostavam de se intitular. Meredith e Yang são unidas pela paixão ao trabalho e pela série de episódios fodidos ferrados que cada uma já passou. A expressão “you’re my person” (você é minha pessoa) se popularizou entre amigos série afora devido a relação de amizade delas, que entre cirurgias, fofocas, bebedeiras, intrigas, bombardeios, tiroteios, acidentes de avião, ressacas e muita, mas muuuuitas dancinhas, mostraram o quanto é importante ter “aquela” pessoa pra você.

Respira, senão você pira

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Não era primeira vez que uma cena daquelas acontecia. Uma eternidade tentando acordar a filha, seguida de meia hora pedindo pra que se vestisse, 10 minutos pra começar a escovar os dentes e bem quando você já estava 30 minutos atrasada, aquele pedido: – passa esse batom em mim. Então você pensa que um minuto a mais ou um minuto a menos de atraso não vai fazer diferença e vai lá na boa vontade. Mas imagina passar um batom numa boca que não é a sua. Numa boca de alguém que não entende o sentido da frase “fica parada”. Numa boca de alguém que, entre todas as cores escolheu logo a vermelha. Sim, é claro que você borra, se irrita e diz que ela vai ter que ir assim mesmo pois não tem mais tempo pra ir ajeitar. E aquele sorriso empolgante por poder ir a escola enfeitada como queria se torna uma expressão de tristeza tão profunda que você pensa que nenhum compromisso no mundo todo é mais importante do que deixar a filha satisfeita.

Tudo bem, vamos tentar consert… borra de novo e aquilo é suficiente pra liberar o monstro que há em você. Grita pra cá, joga batom pra lá, puxa pra lá e pra cá e então para pra enxergar o  pânico em forma de lágrimas. Não manha de alguém que não vai conseguir o que quer, não birra de alguém que não sabe ouvir um não, mas medo. Medo na sua filha de 6 anos provocado por você mesma. Só nesse momento que você faz o que deveria ter feito desde o começo: para e respira, senão você pira.

Por mais ajuda que você tenha, o trabalho de mãe é só seu e requer dedicação 100% sempre, mas sendo mãe solteira essa porcentagem sobe pra 500. É seu o trabalho de acordar cedo, arrumar pra escola, fazer o lanche e ainda encontrar um tempo pra vestir qualquer coisa que não seja um pijama pra poder ir trabalhar de uma maneira apresentável. Tudo isso, fazendo seu possível para chegar na hora, pra que o(a) filho(a) não perca conteúdo e saia prejudicado(a). Também é sua responsabilidade levar e buscar em curso de inglês, natação, ballet e qual mais atividade você achar que é importante que a criança faça, assim como todas as tarefas de casa são auxiliadas unicamente por você, pois é sua função educar também. Está escrito no seu contrato de mãe que você deve cuidar, banhar, ensinar, medicar, divertir, aconselhar, reclamar, prover, cobrar, amar. E em letrinhas bem pequenas, daquelas que você tem que pegar uma lupa pra ler está escrito: pirar.

Sim, por muitas vezes você vai pirar. Vai gritar, espernear, arrancar os cabelos e chorar. Infelizmente, às vezes isso vai acontecer na frente deles, os filhos. E eles vão ficar tristes, vão se assustar, vão chorar junto com você. Você vai achar que é péssima nesse trabalho, que deveria ser substituída por alguém melhor e que todo mundo consegue dar conta, menos você. Acredite, não é verdade. Somos mães e fazemos desse trabalho algo extremamente satisfatório e prazeroso, mas não somos perfeitas. Assinamos nosso nome no contrato sabendo todas as implicações que nos caberiam. Mas se você pegar o papel e procurar bem direitinho, você vai achar a parte que manda você respirar fundo, que vai dar tudo certo. Você vai conseguir.