Um Doce de Coleção

Nunca consegui colecionar nada na vida. Não sou boa acumuladora e a ideia de fincar juntando coisas ~sem utilidade~ só pelo prazer de colecionar nunca fez muito a minha. Juntei alguns papéis de carta, um monte de tazos e muitas, muuuuitas mesmo, reportagens sobre as Spice Girls, que eu guardava em várias pastas, mas depois eu acabava dando a alguém ou jogando fora.

Dia desses eu tava observando o tanto de coisa no tema ‘cupcake’ que eu tenho aqui e pode-se dizer que, finalmente, eu tenho uma coleção! Minha paixão por cupcakes começou a uns 7 anos quando eu descobri os tais bolinhos em blogs e pirei o cabeção pra aprender a fazer. Na época era super difícil achar as coisas aqui em Caruaru, então eu saí comprando em sites e buscando receitas pra fazer. Os primeiros ficaram bem ruins e feios, mas logo depois eu peguei a prática e comecei a fazer nas festas de Laura, eventos dos amigos, por encomenda e, consequentemente, abri minha própria casinha de cupcakes – que veio a fechar, infelizmente.

Desde então, tudo que eu via que fosse relacionado ao tema, fazia meus olhinhos brilharem e eu acabava levando pra casa. Alguns dos itens foram presentes, já que isso ficou tão intrínseco em mim que as pessoas lembravam de mim sempre que achavam alguma coisa. Como todas as coisas que tenho eu realmente uso, não me dá aquela agonia de estar acumulando sem motivo. Então juntou o útil ao agradável e eis aí a minha coleção que vai crescer mais e mais. Portanto, se você encontrar algo de cupcake e achar que é a minha cara, fique à vontade para me presentear. Com certeza eu vou amar!

Presente (Atacadão dos Presentes)

Presente (Atacadão dos Presentes)

Presente (25 de Março)

Presente (25 de Março)

Presente

Presente

Le Biscuit

Le Biscuit

Cupcake Surpresa (tem em qualquer loja de brinquedos)

Cupcake Surpresa (tem em qualquer loja de brinquedos)

Presente (Uat?)

Presente (Uatt?)

Livraria Nobel

Livraria Nobel

Presente (Livraria Cultura)

Presente (Livraria Cultura)

Presente (veio lá de Buenos Aires)

Presente (veio lá de Buenos Aires)

Presente (mas tem na Cia da Montagem)

Presente (mas tem na Cia da Montagem)

25 de Março

25 de Março

Presente

Presente

Presente

Presente

Quadro

Presente (exclusivamente feito pra mim por Dani e Pri, do Ateliê Craft)

 

Imaginarium

Imaginarium

A Gente Muda

arquivo pessoal

Uma vez li uma entrevista de um ex-CQC – o qual eu não lembro quem, mas nunca esqueci o conteúdo – onde ele dizia que a paternidade não o tinha mudado em nada. Acrescentou, talvez pra disfarçar, que era incrível ser pai e que amava o filho blablabla, mas que a vida continuava igual. Não sei se pros pais é diferente ou apenas pra os “pais”, que são aqueles que servem pra gerar o bebê, brincar uma vez por outra e postar foto no Facebook pra fazer a linha, mas pra nós, mães, tudo mudo. A gente muda.

A gente muda desde o comecinho: muda a alimentação, a rotina, o corpo, o humor! E por mais que a gente prometa que não vai mudar, que vai continuar sendo a mesma, falando sobre todos os assuntos do mundo, a gente muda isso também. De repente, tudo que importa é falar sobre contar o tempo em semanas, enjoos, decoração de quarto infantil e nomes de criança. Não tem jeito, a gente muda.

Depois que o bebê nasce, a gente muda mais ainda! O mundo pode desabar, que você não acorda, mas basta um suspiro do seu filho pra você pular da cama em sinal de alerta. A gente começa a ler sobre educação, pedagogia, psicologia… Sem contar que a gente vira perita em farmacologia, né? Qual mãe não sabe tudo sobre antialérgicos, antibióticos e pomadas pra todo tipo de  coisa na pele? É, a gente muda.

A gente passa a ser bobona também. A imitar animais, cantar músicas com entonações e vozes bem idiotas, só pra fazer a criança rir. A gente aprende qual deles é Patati e qual é Patatá, sabe o nome de todos os personagens de todos os desenhos, assim como a grade semanal do Discovery Kids, Nickelodeon, Disney Channel e Cartoon Network.

A gente, que é mãe, sabe o nome de todos os coleguinhas da escola, assim como os nomes de cada pai e de cada mãe deles. Sabe a cor preferida, o que ela gosta de comer no almoço e qual brincadeira ela gosta mais. A gente sabe todos os feriados do ano, a data de estreia de cada filme no cinema e qual número seu filho ta calçando, de cor.

A gente muda constantemente e ama mudar. A gente muda, e muda pra melhor, sempre. E que pena eu tenho desses “pais” que continuam com a vida como antes. Eles não sabem o que estão perdendo.