CASACOR PE 2017 – O que teve

De 21/09 a 12/11 aconteceu a 20ª edição da CASACOR PE, mais uma vez, esse ano, no famoso casarão na AV. Rui Barbosa, no bairro das Graças, em Recife. Esse foi o segundo ano que eu, como estudante de Interiores, fui conferir a mostra acompanhada dos meus colegas de sala. A primeira vez que fui, em 2008, cursando o último período de Publicidade e Propaganda e ainda bem longe de tomar esse rumo, foi, com certeza, um divisor de águas na minha vida, pois lembro bem a sensação que tive ao ver tantos ambientes incríveis em um mesmo lugar, e ainda sem muita noção e conhecimento, ficar imaginando o que eu mudaria, analisando o que eu tinha gostado ou não, etc. Posso afirmar que a exposição da CASACOR me ajudou, sim, a decidir o meu futuro.

Mas voltando ao presente, vamos falar sobre a mostra desse ano e de quais foram as minhas impressões em relação a cores, revestimentos, materiais e peças de decoração?! Para quem nunca foi, talvez não se tenha noção das dimensões desse casarão, mas imagina aí que teve mais de 40 ambientes decorados, cada um por um arquiteto/escritório e assim, talvez, você consiga ter uma noção melhor de espaço. Cada ambiente é planejado e projetado por alguém, até mesmo os corredores e banheiros de uso do público que ali visita. Este ano o percurso foi priorizado para que a casa fosse valorizada e havia uma sinalização para que você seguisse uma determinada ordem, para que nada passasse batido e você conseguisse planejar bem o seu tempo de visita.

Em relação à mostra do ano passado, a desse ano me pareceu bem mais simples em relação a coisas diferentonas inovações. Embora tenha gostado e elegido muitos ambientes como incríveis, me pareceram bem mais simples e sóbrios do que os ambientes encontrados na edição anterior. Esse sentimento de comparação foi quase unânime entre todos da minha turma. Em relação aos materiais, o uso do acrílico foi algo que chamou atenção. Pode ficar atento porque, com certeza, vai ser tendência e vai aparecer em muitos ambientes ainda. A mistura do contemporâneo com o antigo também foi algo bastante notável. Em muitos ambientes pudemos ver o uso da palhinha, técnica utilizada em móveis que apareceram pela primeira vez na Holanda, na Inglaterra e na França em torno da década de 1660 e, depois, seguiram para o Brasil. Elementos mais vintage junto com o contemporâneo foi algo visto em vários ambientes, além da mistura do aço com a madeira, tendência que já veio mostrando suas garras há alguns meses. O rosé gold continuou presente em detalhes como torneiras e acessórios de decoração, mas o dourado não perdeu a realeza e também foi bastante usado.