Às quartas postamos rosa – conhecendo La Panera Rosa

Em julho desse ano fiz uma viagem com meus pais, minha irmã e meu cunhado para Buenos Aires, na Argentina. Foi a minha primeira vez lá e na lista de motivos que a minha irmã usou para me convencer, estavam os inúmeros lugares interessantes que iríamos conhecer e as coisas gostosas que iríamos comer. #soudessas

La Panera Rosa estava nessa lista! Trata-se de uma “deli-market”, que é tipo um restaurante especializado em café da manhã, lanches e brunch, mas funciona durante todo o dia. Você pode ir para fazer um café da manhã reforçado para poder ir bater perna, almoçar, jantar ou apenas comer uma sobremesa. No nosso caso, nem chegamos a tanto, pois a refeição foi tão bem servida, que nem chegamos a experimentar nenhum doce.

O lugar é um encanto à parte. Tudo é rosinha, desde a decoração do ambiente até as louças e comidas (como um patêzinho que eles trazem para os pães/torradas, que é uma delícia, com um sabor meio azedinho). Descobri, depois, que existem várias unidades pela cidade. A que fomos fica na Recoleta, bem em frente ao cemitério, o que já fica bem prático pra quem vai fazer esse passeio. No nosso caso, passou batido pois estava chovendo muito, mas valeu a ida até lá somente para conhecer La Panera Rosa.

DIY do amor – quarto de criança na base do “faça você mesmo”

Quarto infantil é um dos meus ambientes preferidos. Nele dá pra gente soltar a nossa imaginação, ousar nas cores, usar algo lúdico, divertido, fofo e, ainda assim, funcional. Durante o crescimento de Laura, fiz alguns tentativas frustradas de criar um quarto só para ela. Depois que surgiu a vaga num quarto maior, uma vez que a titia saiu para morar com o namorido, eu, que ainda estava cursando a faculdade de Design de Interiores, resolvi colocar todos os meus dotes para fora e criar um quarto bem legal, onde pudéssemos aproveitar o máximo de coisas que já tínhamos e criar outras totalmente na base do “DIY”. Ponto pra mim. Dessa vez deu certo!

O desafio, aqui, era fazer caber tudo em um só ambiente: cama, brinquedos, penteadeira, escrivaninha, armário, coisas e mais coisas. Eu queria não ter que precisar de um “quarto de brinquedo” e que ela tivesse acesso a tudo que precisasse no mesmo cômodo. Meio ponto pra mim, pois consegui que coubesse quase tudo!

A vontade de ter uma cama-casinha era grande em ambas as partes, minha e dela, mas todas as opções eram ou muito caras ou muito pequenas, coisa que ela iria perder muito em breve. Optei por comprar uma cama box comum, com cama auxiliar embaixo para receber as amigas e mandei fazer apenas uma cabeceira de casinha com um marceneiro. Ficou incrível de linda e achei bem mais funcional, pois quando ela crescer o suficiente para achar ridículo dormir em uma cama/casinha, só precisamos tirar a moldura e a cama continua.

A estante, que era verde, foi envelopada com papel contact branco e virou uma casinha de bonecas com todos os cômodos que se tem direito. O mobiliário foi completado com dois móveis auxiliares, com nichos grandes e espaçosos embaixo, para abrigar vários brinquedos, e espaço livre em cima para comportar ainda mais itens. Embaixo da janela, optei por fazer um acolchoado usando, inclusive, o antigo colchão dela que não servia mais e um tecido de berço que eu tinha, sem uso também. Deu um trabalho dos infernos, mas ficou lindo depois de pronto. Complementamos com almofadas e temos ali um espaço para leitura e para as amigas se sentarem, quando for dia de receber visita em casa.

A penteadeira foi um golpe de mestre e tanto. Encontrei esse aparador em promoção por ter algumas avarias (tão discretas, que mal dá pra ver) e arrematei logo. Queria algo simples e que  não tivesse muita profundidade, uma vez que não havia tanto espaço livre no quarto e e eu não queria tomar a área de circulação entre a cama e a penteadeira. Assim sendo, as medidas do aparador eram perfeitas e ele se transformou em uma penteadeira. Para completar, precisávamos de um espelho bem incrível e, mãos à obra de novo! Sempre achei lindo esses espelhos “Adnet”, então resolvi criar um usando uma forma de bolo, spray cobre e uma corda de pular que já estava encostada há uns anos também. A cadeira foi “brinde” do escritório do vovô, pois  foi comprada em quarto e, no fim das contas, só se usou três.

A parede, na minha humilde opinião, é a grande estrela do quarto. Queria algo divertido, diferente e que tivesse as cores preferidas dela (e o cinza, que é um caso de amor meu). Cogitei papel de parede, tecido, papel adesivo e, por fim me decidi pelo mais prático e barato: tinta. Comprei latas menores, de 1l, para o rosa e o azul, e uma branca maior, que deu conta da parede de tijolos e de fazer o cinza, o qual eu só fui adicionando gotas de corante preto até chegar no tom que eu desejava. A parede de tijolos é outro caso de amor antigo, mas dessa vez se tratou mais de uma necessidade do que da estética. Moramos em uma casa que tem muita salina. Vez por outra as paredes estouram ou os móveis se enchem de mofo devido a essa umidade. Notei, no último inverno, que o meu quarto tinha sido o único a sobreviver sem grandes sinais de mofos e a razão foi bem clara: era o único que tinha isopor em uma das paredes. Pesquisei mais sobre esse componente e descobri que ele pode ser um grande aliado nas questões de isolamento acústico e proteção de umidade. Assim sendo, resolvi usar a mesma técnica de tijolinhos aparentes feitos de isopor em uma das paredes e brincar com desenhos geométricos nas outras. Fita crepe e pincel pra cima, em dois dias eu tinha terminado tudo. Euzinha própria, com as minhas mãos!

Por fim, a decoração foi complementada por coisas que já tínhamos e pequenos mimos feitos por nós mesmas. Grade para pendurar fotos e recados da escola e pranchetas  com ilustrações no lugar de quadros ganharam uma camada de spray cobre para combinar com o espelho. Latas de leite também ganharam roupagens nova e se tornaram porta-lápis para a escrivaninha. A estante com cabideiro ganhou uma nova cor e abrigou a coleção de bonecas. E assim surgiu um quarto totalmente novo do jeitinho que eu tinha imaginado. A vontade era de expulsar ela de lá e dormir eu mesma no quarto, do tanto que amei.

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