Tudo sobre cimento queimado: como e que tipo usar

O cimento queimado é uma tendência que voltou com tudo há uns anos e, no que depender de mim, deve ser cada dia mais enaltecida e incentivada rs. Por apresentar um custo baixo, é um tipo de revestimento que costumava ser muito utilizado em casas mais populares por aqui, mas já tem uns bons tempos que vem sido usado em projetos mais elaborados, tanto de ambientes residenciais, como comerciais (tipo: a loja da Arezzo), especialmente em ambientações com uma pegada mais industrial. Mas a decoração com piso de cimento queimado não para por ai, pois além de discreto, ele apresenta a versatilidade de se adaptar em qualquer tipo de ambiente como cozinhas, banheiro, corredores, escritórios, etc e conversa bem com outros elementos e cores. Em resumo, se você ainda estava em dúvida sobre o uso desse tipo de revestimento, meu conselho é: não tenha! Caia de cabeça nessa tendência, que você não irá se arrepender.

O cimento queimado nada mais é do que uma argamassa feita da mistura de cimento, areia e água, e pode ser aplicado tanto sobre bases recém-executadas quanto sobre contrapisos já existentes. O processo se dá pela aplicação da massa numa espessura média de 30mm sobre o chão, pó de cimento jogado por cima com a massa ainda mole e auxílio de uma desempenadeira de aço para espalhar esse pó. É justamente esse último processo que faz a parte do “queimado”, nada a ver com o fogo que eu imaginava quando ouvia sobre cimento queimado há uns anos (vocês também pensavam?).

Apesar de simples e barato, faz-se necessária a participação de um profissional que saiba o que está fazendo ou, em caso de adeptos do ‘faça você mesmo’, algum tempo de estudo para absorver bem o processo, assim como os cuidados necessários para a melhor durabilidade do revestimento. Existem, porém, métodos alternativos para se conseguir o mesmo efeito – alguns mais práticos que outros – e que ficam igualmente bonitos.

Muitos arquitetos e designers de interiores costumam optar pelo porcelanato que imita cimento queimado pela praticidade em relação ao processo manual do cimento queimado original, o que não é, necessariamente verdade. É necessário você conversar com os profissionais responsáveis pela obra, assim como um levantamento de custos de ambas as opções para, então, você ver qual a opção mais rentável e, de fato, prática. De qualquer forma, a qualidade do porcelanato, especialmente em relação a durabilidade, é conhecida por todos e, talvez por isso, essa opção seja preferência de alguns. Visualmente, o porcelanato funciona muito bem, mas vai ser notória as divisões feitas através do rejunte entre as peças, por mais fino que seja, o que acaba saindo um pouco do visual proposto pelo cimento queimado.



O papel de parede é a opção mais prática para quem quer mudar sem gastar – ou sujar – muito, tendo a versão autocolante ou para aplicar com cola própria. Nas duas opções, há a praticidade de você mesmo poder aplicar. Funciona em paredes de gesso, preparadas com massa corrida, pintadas com tinta acetinada, látex e acrílica, azulejos, superfícies de madeira, vidro, fórmica e várias outras, se certificando de que a mesma esteja limpa e sem texturas, do contrário o seu papel não ficara perfeitamente aplicado. A desvantagem, nesse caso, é que a sua aplicação não pode ser feita direta no piso, a não ser que você faça algum tipo de impermeabilização para garantir a durabilidade. Há, também, uma grande variedade de tonalidades e texturas no mercado e visualmente a aparência fica bem natural, tendo a vantagem de não apresentar a frieza que o cimento queimado original pode ter.



É possível, também, conseguir o efeito de cimento queimado através de tinturas e texturas de algumas marcas que há no mercado. A Cromanil, por exemplo, tem um produto de textura que promete o efeito do cimento queimado com acabamento fosco e aplicação super simples. O produto é aplicado direto na parede com o auxílio de uma esponja em movimentos aleatórios para criar aquele “manchado” típico do cimento queimado. Além das cores acinzentadas, a linha Cromanil Luminuz Textura conta com outras tonalidades nas suas 29 opções.



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