RIP Grey’s Anatomy

MerDer

Ontem não resisti e assisti ao tal episódio de Grey’s Anatomy onde perdemos um dos personagens mais queridos, amados e, diga-se de passagem, importantes da série: Derek McDreamy Shepherd. Os spoilers rolaram a torto e a direita desde que  episódio foi ao ar nos EUA e, pela primeira vez na vida, agradeço por terem os soltado. Eu já sabia de cabo a rabo o que iria acontecer e, talvez, por esse motivo, não derramei uma lágrima. Estava de TPM, comprei barras de chocolate e coloquei um rolo de papel higiênico no lado pra assoar meu nariz de minuto e minuto, mas não foi necessário. Não que eu não tenha tido vontade de chorar quando, pela última vez, ele soltou um “It’s a beautiful day to save lives”. Muito menos que eu não tenha sentido o coração apertar com todos aqueles flash backs que passaram com o único intuito de fazer a gente sofrer. Não, não foi nada disso. Eu apenas tive aquela “não-reação”, de quando a gente teme muito uma coisa, chora com medo que ela aconteça e quando finalmente ela acontece e você se vê diante do temível, você, simplesmente, não reage.

Desde que a facada final foi dada, eu comecei a relembrar todas as temporadas anteriores e o tanto que a gente já sofreu com essa série. Quem assiste sabe, né? Afogamento, tiroteio, atropelamento, câncer, acidente de carro, acidente de avião… Não pude deixar de comparar com aquele tipo de relação que a gente tem, ao menos, uma vez na vida, onde no começo tudo é lindo, intenso e até as brigas parecem incrementar o romance, mas depois começa a te fazer mal e você, por alguma razão, não consegue sair dela. Nunca tive nenhum namoro muito longo, diga-se de passagem, mas a sensação de passar 10 anos acompanhando uma série que já me magoou tanto me faz comparar, sim, com meus poucos e não-tão-longos relacionamentos conturbados.

Verdade seja dita, sempre tem aquele momento em que a razão toma conta e você se pergunta por que está levando aquilo adiante. São momentos, geralmente, que acontecem logo depois de ter sido inteiramente tomada pela emoção, depois de alguma grande mágoa, grande briga, grande episódio. Mas então os motivos pra seguir em frente aparecem. Porque te faz rir, porque te distrai, porque você quer ver em que dá, porque você ama. E aí você se sente acolhida de novo. Sente que, dessa vez, vai ser diferente. Dessa vez vai dar tudo certo. Mas então vem aquela rasteira e você faz check in no chão pela 6871285742º vez.

Honestamente, não vejo diferença entre esses relacionamentos e Grey’s Anatomy. Em ambos, depois de muito levar na cara, chega uma hora que você cansa. Você levanta, sacode a poeira e diz “eu te amo, mas eu ME amo mais”. Essa hora chegou, pra mim, no mais importante relacionamento que eu tive e, definitivamente, chegou também para essa série. Foi bom enquanto durou. Vou lembrar dos bons momentos pra sempre. Vou aprender com os ruins, também. Mas chega. Adeus.

50 Tons de Cinza na Parede

Essa semana voltamos ao processo de “separação” meu e de Laura, ou seja, de volta a pensar em tintas, móveis e decoração de dois quartos. Vai ser cada um no seu quadrado! E eu tinha absoluta certeza que queria quarto todo branquinho, com exceção da parede adesivada de tijolo aparente, que eu, agoniada, adesivei sem nem mesmo a parede estar lixada. Mas eis que há dois dias eu sonhei com uma danada de uma parede grafite e acordei com aquele faniquito!

Depoois de de uma rápida pesquisa no Pinterest, achei lindas inspirações que me fizeram decidir mesmo pelo acinzentado. Achei desde quartos mais clean até uns mais retrôs, mas o que me chamou atenção mesmo foram os quartos infanto-juvenis. Quase quis jogar um cinza no quarto de Laura também, mas resolvi guardar essa ideia pra o(a) próximo(a) filho(a) que tiver! E eis que divido aqui esses ambientes maravilhindos com 50 tons de cinza, rosa, verde e azul.

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