Decoração em Série: New Girl

New Girl é uma série de comédia americana estrelada por Zooey Deschanel e exibida pela Fox. Estreada em 2011, o primeiro episódio teve tanta audiência que fez com que a emissora encomendasse mais 11 episódios além dos 13 que já foram, previamente, negociados.

O enredo começa mostrando Jess – Jessica Day (Zooey Deschanel) em busca de um novo local pra morar, uma vez que descobriu que o seu (ex) namorado estava a traindo, e acaba caindo de paraquedas no apartamento de Nick (um bartender), Schmidt (uma espécia de Casanova atual) e Coach (um personal trainer). Este último, é, depois, substituído pelo personagem Winston, voltando, depois, em outra temporada – onde os 5 vivem juntos – e saindo da série novamente. O elenco é completado por Cece, a melhor amiga de Jess, modelo linda que deixa os meninos do apartamento de queixo caído.

Conforme a série vai se desenvolvendo, os laços de amizades entre todos vão se fortalecendo e você tem a sensação de que todos são uma grande família. Entre romances, jogos de bebidas saídas, noitadas, evoluções profissionais e tantas outras coisas normais que acontecem na vida de todo mundo, New Girl mostra com um humor leve e divertidíssimo a vida desses jovens adultos que poderiam, muito bem, ser o seu grupo de amigos. A série conta, ainda, com várias participações especiais, entre elas Jamie Curtis, Megan Fox, Justin Long, Zoe Lister-Jones e até mesmo Prince e o chefe de cozinha Gordon Ramsay (esses últimos fizeram papel deles mesmos).

Já sobre a decoração, o apartamento da turma é um sonho de consumo. Apesar de ter apenas um banheiro na maior vibe de banheiro de escola, o loft de piso superior conta com 4 quartos e uma super sala com janelões enormes; uma, inclusive, dá acesso à cobertura, onde já tentaram plantar algumas coisas e colocaram piscininhas de plástico por lá também rsrs. A sala é bem ampla e por todo loft é possível ver muita madeira, metal e tijolo aparente – elementos que eu AMO, inclusive -, mas sem ficar com um ar rústico.

O sofá de couro marrom em L é um dos meus itens favoritos (junto com a porta de correr de metal), pois além de enorme, ele é arrodeado por uma espécie de aparador com vários nichos e prateleiras cheinho de livros. Me passa uma super sensação de conforto e convite. O espaço é complementado pela cozinha tipo americana que conta com uma mesa larga com cadeiras diferentes e, também, com uma bancada de metal com banquetas altas. Acho um luxo! Além dos tons amadeirados, dá pra ver a presença forte do azul e em menor predominância vem o verde, laranja e outras cores que aparecem, apenas, em detalhes.

 O banheiro é misto e isso, pra Jess, foi um bocado estranho no começo. Imagina você dividir o seus “momentos íntimos” com mais três marmanjos. É claaaaro que há uma área reservada para o nº 1 (no caso das meninas) e nº 2, mas a hora do banho é somente separada pela cortina e as pias são constantemente divididas, inclusive muitos momentos de conversa se passam nesse cenário mesmo. Eu, particularmente, acho bem diferente e inusitado. Na vida real não sei como seria dividir um banheiro assim com tanta gente, mas visualmente eu gosto bastante da ideia.

Além da sala enorme, ainda tem espaço pra cada um ter seu quarto próprio (fico imaginando quantos m² deve ter esse apartamento) e vê-se a personalidade de cada um estampa nesses ambientes. Schmidt, que ama tecnologia, ternos bem feitos e tem uma super mania de organização, tem o quarto mais “adulto” de todos, com direito a um  closet mega organizado onde as roupas são divididas por cores e necessidades. Já Nick, que é o despojamento em pessoa,  podemos afirmar que é um bagunceiro acumulador e que não liga muito pra design e decoração. AMO que ele usa uns blocos de concreto pra improvisar uma estante e umas caixas de engradados também. Ps.: Não consegi fotos do quarto do Winston.

Por último, mas não menos importante, vem o meu quarto preferido. O quarto de Jess é onde ela pode colocar toda feminilidade e delicadeza dela e eu amo essa vibe mais fofa-flora-menininha-retrô fazendo contraste com a parede de tijolo aparente (que ta presente por todo o loft). A cor azul predomina em todas as paredes livres e, mais uma vez, os tons de verde e laranja também são bem presentes nos móveis, que tem uma pega mais retrô. Uma coisa bem legal e que já notei em muita série americana é usar dois móveis totalmente diferentes como criados-mudos, já notaram? raramente usam em parzinho como a gente tem costume aqui no Brasil e eu acho que fica bem legal também. No caso de Jess, a dupla é formada por uma cômoda de madeira de um lado e uma espécie de mesinha de canto branca do outro lado. Além de outras mesinhas, estante e cômoda, ela ainda tem um closet integrado, que tem a famosa porta de metal onde ________ (não vou contar pra não dar spoiler!).

E então, o que acharam da decoração dessa série? Quem ainda não assistiu e ficou com vontade de acompanhar? Quem já acompanha? Deixem aí nos comentários.

Tudo sobre cimento queimado: como e que tipo usar

O cimento queimado é uma tendência que voltou com tudo há uns anos e, no que depender de mim, deve ser cada dia mais enaltecida e incentivada rs. Por apresentar um custo baixo, é um tipo de revestimento que costumava ser muito utilizado em casas mais populares por aqui, mas já tem uns bons tempos que vem sido usado em projetos mais elaborados, tanto de ambientes residenciais, como comerciais (tipo: a loja da Arezzo), especialmente em ambientações com uma pegada mais industrial. Mas a decoração com piso de cimento queimado não para por ai, pois além de discreto, ele apresenta a versatilidade de se adaptar em qualquer tipo de ambiente como cozinhas, banheiro, corredores, escritórios, etc e conversa bem com outros elementos e cores. Em resumo, se você ainda estava em dúvida sobre o uso desse tipo de revestimento, meu conselho é: não tenha! Caia de cabeça nessa tendência, que você não irá se arrepender.

O cimento queimado nada mais é do que uma argamassa feita da mistura de cimento, areia e água, e pode ser aplicado tanto sobre bases recém-executadas quanto sobre contrapisos já existentes. O processo se dá pela aplicação da massa numa espessura média de 30mm sobre o chão, pó de cimento jogado por cima com a massa ainda mole e auxílio de uma desempenadeira de aço para espalhar esse pó. É justamente esse último processo que faz a parte do “queimado”, nada a ver com o fogo que eu imaginava quando ouvia sobre cimento queimado há uns anos (vocês também pensavam?).

Apesar de simples e barato, faz-se necessária a participação de um profissional que saiba o que está fazendo ou, em caso de adeptos do ‘faça você mesmo’, algum tempo de estudo para absorver bem o processo, assim como os cuidados necessários para a melhor durabilidade do revestimento. Existem, porém, métodos alternativos para se conseguir o mesmo efeito – alguns mais práticos que outros – e que ficam igualmente bonitos.

Muitos arquitetos e designers de interiores costumam optar pelo porcelanato que imita cimento queimado pela praticidade em relação ao processo manual do cimento queimado original, o que não é, necessariamente verdade. É necessário você conversar com os profissionais responsáveis pela obra, assim como um levantamento de custos de ambas as opções para, então, você ver qual a opção mais rentável e, de fato, prática. De qualquer forma, a qualidade do porcelanato, especialmente em relação a durabilidade, é conhecida por todos e, talvez por isso, essa opção seja preferência de alguns. Visualmente, o porcelanato funciona muito bem, mas vai ser notória as divisões feitas através do rejunte entre as peças, por mais fino que seja, o que acaba saindo um pouco do visual proposto pelo cimento queimado.



O papel de parede é a opção mais prática para quem quer mudar sem gastar – ou sujar – muito, tendo a versão autocolante ou para aplicar com cola própria. Nas duas opções, há a praticidade de você mesmo poder aplicar. Funciona em paredes de gesso, preparadas com massa corrida, pintadas com tinta acetinada, látex e acrílica, azulejos, superfícies de madeira, vidro, fórmica e várias outras, se certificando de que a mesma esteja limpa e sem texturas, do contrário o seu papel não ficara perfeitamente aplicado. A desvantagem, nesse caso, é que a sua aplicação não pode ser feita direta no piso, a não ser que você faça algum tipo de impermeabilização para garantir a durabilidade. Há, também, uma grande variedade de tonalidades e texturas no mercado e visualmente a aparência fica bem natural, tendo a vantagem de não apresentar a frieza que o cimento queimado original pode ter.



É possível, também, conseguir o efeito de cimento queimado através de tinturas e texturas de algumas marcas que há no mercado. A Cromanil, por exemplo, tem um produto de textura que promete o efeito do cimento queimado com acabamento fosco e aplicação super simples. O produto é aplicado direto na parede com o auxílio de uma esponja em movimentos aleatórios para criar aquele “manchado” típico do cimento queimado. Além das cores acinzentadas, a linha Cromanil Luminuz Textura conta com outras tonalidades nas suas 29 opções.