Como utilizar cobogós nos ambientes

Combobó, combogó, comogó, comongol, comungó… são muitas variações de um mesmo nome, mas todas querem dizer a mesma coisa. O cobogó é um elemento vazado, originalmente feito de cimento, que completa paredes e muros para possibilitar maior ventilação e luminosidade no interior de um imóvel, seja ele residencial ou comercial.

O seu nome deriva das iniciais dos sobrenomes de dois comerciantes e um engenheiro radicados no Recifes que o idealizaram: Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góis. Com inspiração nas tramas de madeira vazadas comuns na arquitetura árabe, esse elemento foi idealizado e patenteado em 1929, em Pernambuco, o que faz desse item não apenas 100% brasileiro, mas 100% pernambucano (bairrista, sim e daí?).

Inicialmente, os cobogós eram feitos de cimento, mas com o passar dos anos o elemento foi se popularizando e sendo fabricado em diversos materiais, como vidro, cerâmica e resina. Sua popularidade se dá pela funcionalidade: além de servir como um divisor de ambientes, permitindo que “vaze” luz e ventilação, o cobogó também é muito querido pelo seu estilo, que ao mesmo tempo que promove a separação e integração dos espaços, uma vez que podemos ver através da parede, também funciona como elemento decorativo.

De tal modo, é seguro afirmar que o cobogó funciona em qualquer tipo de ambiente, seja em espaços maiores onde é necessário fazer uma separação de ambientes, sem a perda de circulação de ar e luminosidade, como também em ambientes pequenos, onde se faz necessário integrar ambientes.

A seguir, vamos ver alguns exemplos de como usar esse elemento em diversas situações.

CASACOR PE 2017 – O que teve

De 21/09 a 12/11 aconteceu a 20ª edição da CASACOR PE, mais uma vez, esse ano, no famoso casarão na AV. Rui Barbosa, no bairro das Graças, em Recife. Esse foi o segundo ano que eu, como estudante de Interiores, fui conferir a mostra acompanhada dos meus colegas de sala. A primeira vez que fui, em 2008, cursando o último período de Publicidade e Propaganda e ainda bem longe de tomar esse rumo, foi, com certeza, um divisor de águas na minha vida, pois lembro bem a sensação que tive ao ver tantos ambientes incríveis em um mesmo lugar, e ainda sem muita noção e conhecimento, ficar imaginando o que eu mudaria, analisando o que eu tinha gostado ou não, etc. Posso afirmar que a exposição da CASACOR me ajudou, sim, a decidir o meu futuro.

Mas voltando ao presente, vamos falar sobre a mostra desse ano e de quais foram as minhas impressões em relação a cores, revestimentos, materiais e peças de decoração?! Para quem nunca foi, talvez não se tenha noção das dimensões desse casarão, mas imagina aí que teve mais de 40 ambientes decorados, cada um por um arquiteto/escritório e assim, talvez, você consiga ter uma noção melhor de espaço. Cada ambiente é planejado e projetado por alguém, até mesmo os corredores e banheiros de uso do público que ali visita. Este ano o percurso foi priorizado para que a casa fosse valorizada e havia uma sinalização para que você seguisse uma determinada ordem, para que nada passasse batido e você conseguisse planejar bem o seu tempo de visita.

Em relação à mostra do ano passado, a desse ano me pareceu bem mais simples em relação a coisas diferentonas inovações. Embora tenha gostado e elegido muitos ambientes como incríveis, me pareceram bem mais simples e sóbrios do que os ambientes encontrados na edição anterior. Esse sentimento de comparação foi quase unânime entre todos da minha turma. Em relação aos materiais, o uso do acrílico foi algo que chamou atenção. Pode ficar atento porque, com certeza, vai ser tendência e vai aparecer em muitos ambientes ainda. A mistura do contemporâneo com o antigo também foi algo bastante notável. Em muitos ambientes pudemos ver o uso da palhinha, técnica utilizada em móveis que apareceram pela primeira vez na Holanda, na Inglaterra e na França em torno da década de 1660 e, depois, seguiram para o Brasil. Elementos mais vintage junto com o contemporâneo foi algo visto em vários ambientes, além da mistura do aço com a madeira, tendência que já veio mostrando suas garras há alguns meses. O rosé gold continuou presente em detalhes como torneiras e acessórios de decoração, mas o dourado não perdeu a realeza e também foi bastante usado.