Decoração em Série: iCarly

Das muitas vantagens em ser mãe, uma delas é poder se deliciar vendo programas infanto-juvenis usando a desculpa de que é porque o(a) filho(a) gosta. Laura mesmo sendo, ainda, muito novinha, começou a ter gostos por seriados, especialmente os do canal Nickelodeon e eu, que sempre fui uma seriesholic, embarquei nessa junto com ela. Um dos (meus) preferidos é iCarly. O programa teve seu último episódio exibido em novembro de 2012, mas continua passando diariamente na Nick, além de ter todas as temporadas disponíveis no Netflix. Na série, Carly e sua melhor amiga Sam se juntam para fazer um programa exibido ao vivo e on line, com ajuda de Freddie (vizinho e apaixonado por Carly) na produção técnica. Pode-se dizer que eles foram os pioneiros nesse assunto de vlog, né? Eles mesmos filmavam, editavam, criavam os quadros e escreviam os roteiros, mas o que sempre me atraiu bastante na série foram os cenários.

Carly mora com seu irmão mais velho Spencer em um apartamento de dois andares em Seattle, que conta com elevador próprio e uma decoração bastante inusitada. Spencer, apesar de bem mais velho, tem a mentalidade de um garoto de 12 anos (inclusive ele não trabalha, nem estuda rsrs) e tem a mania de fazer suas próprias “obras de arte” e espalhá-las pela casa. Por todos os cômodos você vê a regra “menos é mais” sendo totalmente ignorada. Marcenaria, cordões luminosos, esculturas de lata, desenhos e muitas cores podem ser encontrados em todos os ambientes já mostrados na série. É o apartamento dos sonhos – principalmente tendo em vista de que é totalmente sustentado pelo pai deles – a começar pelo elevador, que dá direto para uma sala super espaçosa, com cozinha americana integrada e janelas enormes, que clareiam bastante o lugar. O studio onde é gravado o programa também é um ambiente de dar inveja a muita blogueira e youtuber! Mas o quarto da Carly é o que mais me faz cair de paixão. Ele é enorme, com direito a cama de casal numa superfície de madeira cheia de nichos funcionais, uma “salinha” e um armário giratório. As cores predominantes são cinza, rosa e cor-de-madeira. Em cima da cama, tem um enorme lustre feito de “gummy bears” não comestíveis, claro e ao lado da poltrona tem uma mesinha linda em forma de cupcake, com tampo de vidro e cheio de bolinhas por cima e por baixo. Impossível escolher algo preferido. Queria, apenas, morar nesse apartamento. Vamos dar uma espiada?

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RIP Grey’s Anatomy

MerDer

Ontem não resisti e assisti ao tal episódio de Grey’s Anatomy onde perdemos um dos personagens mais queridos, amados e, diga-se de passagem, importantes da série: Derek McDreamy Shepherd. Os spoilers rolaram a torto e a direita desde que  episódio foi ao ar nos EUA e, pela primeira vez na vida, agradeço por terem os soltado. Eu já sabia de cabo a rabo o que iria acontecer e, talvez, por esse motivo, não derramei uma lágrima. Estava de TPM, comprei barras de chocolate e coloquei um rolo de papel higiênico no lado pra assoar meu nariz de minuto e minuto, mas não foi necessário. Não que eu não tenha tido vontade de chorar quando, pela última vez, ele soltou um “It’s a beautiful day to save lives”. Muito menos que eu não tenha sentido o coração apertar com todos aqueles flash backs que passaram com o único intuito de fazer a gente sofrer. Não, não foi nada disso. Eu apenas tive aquela “não-reação”, de quando a gente teme muito uma coisa, chora com medo que ela aconteça e quando finalmente ela acontece e você se vê diante do temível, você, simplesmente, não reage.

Desde que a facada final foi dada, eu comecei a relembrar todas as temporadas anteriores e o tanto que a gente já sofreu com essa série. Quem assiste sabe, né? Afogamento, tiroteio, atropelamento, câncer, acidente de carro, acidente de avião… Não pude deixar de comparar com aquele tipo de relação que a gente tem, ao menos, uma vez na vida, onde no começo tudo é lindo, intenso e até as brigas parecem incrementar o romance, mas depois começa a te fazer mal e você, por alguma razão, não consegue sair dela. Nunca tive nenhum namoro muito longo, diga-se de passagem, mas a sensação de passar 10 anos acompanhando uma série que já me magoou tanto me faz comparar, sim, com meus poucos e não-tão-longos relacionamentos conturbados.

Verdade seja dita, sempre tem aquele momento em que a razão toma conta e você se pergunta por que está levando aquilo adiante. São momentos, geralmente, que acontecem logo depois de ter sido inteiramente tomada pela emoção, depois de alguma grande mágoa, grande briga, grande episódio. Mas então os motivos pra seguir em frente aparecem. Porque te faz rir, porque te distrai, porque você quer ver em que dá, porque você ama. E aí você se sente acolhida de novo. Sente que, dessa vez, vai ser diferente. Dessa vez vai dar tudo certo. Mas então vem aquela rasteira e você faz check in no chão pela 6871285742º vez.

Honestamente, não vejo diferença entre esses relacionamentos e Grey’s Anatomy. Em ambos, depois de muito levar na cara, chega uma hora que você cansa. Você levanta, sacode a poeira e diz “eu te amo, mas eu ME amo mais”. Essa hora chegou, pra mim, no mais importante relacionamento que eu tive e, definitivamente, chegou também para essa série. Foi bom enquanto durou. Vou lembrar dos bons momentos pra sempre. Vou aprender com os ruins, também. Mas chega. Adeus.